segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Pantanal Sul: Fazenda San Francisco


Nossa primeira vez no pantanal foi em outubro de 2012, em uma viagem combinada com Bonito, no Mato Grosso do Sul.

Nos hospedamos 1 noite na Fazenda San Francisco, localizada na cidade de Miranda. A fazenda tem uma excelente infraestrutura e funciona no sistema all inclusive (hospedagem, comida e passeios incluídos). Por estar bem pertinha de Bonito, algumas pessoas preferem fazer um bate-volta e passar só o dia na fazenda pagando por um day use. Não aconselhamos porque, nesse caso, o safári noturno que é o principal passeio, é perdido.

Pouco antes de chegarmos na fazenda fomos recepcionados por um tamanduá-bandeira que caminhou durante alguns minutos calmamente ao lado do nosso carro. Era final de tarde e o cenário estava perfeito. Já gostamos do pantanal logo de cara.

O safári noturno continuou a surpreender. Em uma caminhonete adaptada, o guia focava os animais com uma super lanterna e os mostrava para os sortudos de estarem ali. Vimos outro tamanduá-bandeira, uma jaguatirica, tatus, jacarés, capivaras, cervos, corujas e o raro tamanduá-mirim. Demos sorte!

Quando achávamos que o dia tinha acabado, ao voltarmos para a pousada, encontramos um casal de lobos-guará na porta do nosso quarto. Para quem cresceu colecionando as figurinhas do chocolate Surpresa, o dia não poderia ter sido melhor.

Acordamos cedo no dia seguinte, fizemos mais um safári e vimos outros animais. De volta à fazenda, ficamos um tempão contemplando e tirando fotos das araras, tucanos e papagaios que deram as caras por lá. Até alguns micos e emas resolveram interagir com a gente.

Nosso último passeio foi uma tentativa frustrada de pescar piranhas em uma chalana no rio. A gente bem que tentou, mas os bichinhos só “obedeciam” ao guia.

Apesar do pouco tempo que tivemos, adoramos o pantanal. Fomos embora já com vontade de voltar.

Tamanduá fazendo surpresa
Entardecer no pantanal
Cenário perfeito
Final de dia lindo
Tatuzão
Ops, bem pertinho
O mais comum dos animais do pantanal
Tem uma jaguatirica ali escondida
Lobo-guará nos esperando
Família de capivaras pegando sol
Outra família se refrescando
O cervo-do-pantanal de costas...
...e de frente
Mais uma foto de frente
Grupo de patos selvagens
Qual será o nome desse?
Gavião-caracará
Coruja toda posuda
Pássaros...
...e mais pássaros
Tuiuiús namorando
Levantando voo
Natureza perfeita
Natureza perfeita II
Mostrando os dentinhos
Só observando
Festival de araras na fazenda
Papagaios também são legais
Ema bonitona
Olho no olho
Rolou uma amizade
Quase demos uma carona para a ema

sábado, 5 de dezembro de 2015

Pantanal Norte e a onça-pintada


Três anos atrás conhecemos o Pantanal do Mato Grosso Sul e gostamos tanto da experiência que decidimos repetir. Dessa vez o objetivo era focar o mais bonito dos animais do pantanal: a onça-pintada. O destino escolhido foi Porto Jofre, cidade localizada no final da Transpantaneira, em Mato Grosso.

Na região de Porto Jofre encontra-se a maior densidade de onças-pintadas do mundo, felinos que durante o dia saem para se refrescar nas margens dos rios. Por ali, diversos turistas, na grande maioria gringos, fazem passeios de barco todos os dias para avistar o animal. As chances de encontrar uma onça são enormes. Todos ficam hospedados em barcos maiores ou nas poucas pousadas de Porto Jofre que cobram o olho da cara pela hospedagem. As pousadas funcionam no esquema all-inclusive de comida caseira :) com todos os passeios incluídos. 

Chegar até Porto Jofre não é simples. São quase 4 horas de carro desde Cuiabá. Em época de chuvas, o carro precisa ser necessariamente um 4x4 para transpor os 145 km de estrada de terra e as mais de 100 pontes de madeira da Rodovia Transpantaneira.

Nosso roteiro de 2 noites na Jaguar Ecological Reserve incluiu os transfers de chegada e saída desde Cuiabá, um passeio de barco de dia inteiro, 2 safáris noturnos frustrantes e uma trilha nos arredores da pousada. 

Após quase 2 horas de estrada asfaltada chegamos na cidade de Poconé, porta de entrada oficial da Transpantaneira e do pantanal mato-grossense. Nosso primeiro passeio começou ali. Ao longo das 2 horas de trajeto pela rodovia conseguimos ver centenas de jacarés (alguns bem pertinho), capivaras, quatis, cervos e diversas espécies de aves, como o tuiuiú – ave símbolo da região.  

Acordamos cedo no dia seguinte para o principal passeio e motivo da nossa viagem. Éramos só nós 2, a guia Abe e o piloto no barco. Depois de algumas horas no rio Cuiabá tirando fotos de jacarés e capivaras avistamos 2 outros barcos parados em uma das margens. Ficamos eufóricos. Nos aproximamos devagarzinho e, descansando debaixo de uma árvore, estava lá o que tanto queríamos ver. Era um silêncio absoluto e uma sensação maravilhosa. Estávamos muito perto da onça-pintada e o bicho era lindo demais. A onça logo avistou um jacaré que se encontrava perto dos barcos e se levantou em posição de caça. Ficou estudando a movimentação do jacaré durante alguns minutos, caminhou um pouco, desistiu do ataque e decidiu se deitar em outro ponto da margem. Ufa! Já acompanhados de outros barcos que logo se aproximaram, ficamos admirando o felino por mais algum tempo e decidimos nos afastar.

Antes de terminar o passeio conseguimos ainda ver um simpático grupo de ariranhas que brincava em outra margem do rio. 

Faltou avistar uma variedade maior de animais, é verdade. Mas já tínhamos visto muitos no Pantanal Sul. O sonho de ver o mais bonito deles pela primeira vez foi realizado. Não dá para reclamar né! 


OBS: Em Poconé, ao longo da Transpantaneira, há diversas pousadas mais baratas que permitem uma experiência bacana do pantanal, mas com uma probabilidade remota de se encontrar uma onça.

Início da aventura
Eram centenas de jacarés
Mais jacarés
Alguns estavam pertinho
Outros mais perto ainda
Tinham quatis também
Aves...
...e mais aves
Um tuiuiú magrinho
Início do passeio de barco...
...no rio Cuiabá
Mais jacarés nas margens do rio
Esse era grandão
Capivaras de olho
Ariranhas fofinhas
Se coçando...
Gostamos delas!
A onça-pintada descansando
Linda demais!
Não cansávamos de admirar...
...nem de fotografar
Fascinante!
Encarando a câmera
Avistando um jacaré
Voltando para a mata

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Palmas


Viagem realizada em maio de 2015.

Depois de conhecer algumas regiões no entorno de Palmas, faltava dedicar alguns momentos para a capital mais nova do Brasil. Fundada em 1989, a cidade é toda planejada e, apesar de muito menor, lembra um pouco Brasília (por que será?). Ainda em desenvolvimento, a cidade é limpa, tem um astral legal e me pareceu bem agradável. Gostei do pouco que vivenciei.

A principal atração de Palmas estava a alguns metros da pousada que me hospedei. A Praça dos Girassóis, maior da América latina, foi projetada para abrigar as sedes dos 3 poderes estaduais. O Palácio Araguaia, sede do poder Executivo, permite a visitação e foi um belo ponto de partida para exploração da praça. Tanto o exterior com um design arrojado quanto a parte interna são interessantes.

A praça possui diversos monumentos que contam a história da capital e dos tocantinenses. É ali que se encontra a Pedra Fundamental de Palmas (marco de fundação da cidade) e o Memorial Coluna Prestes, projetado por Oscar Niemeyer para lembrar a passagem da Coluna Prestes pela região. Na mais bonita das homenagens, o Monumento Súplica dos Pioneiros apresenta estátuas de bronze que lembram os primeiros moradores da cidade. Há ainda o Monumento 18 do Forte e outros atrativos espalhados pela praça. Todos de alguma forma representando momentos históricos para o estado.

A Avenida JK que corta a cidade dividindo os setores norte e sul é a mais importante e chamou minha atenção pela quantidade de rotatórias. Os “queijinhos”, como são conhecidas, estão presentes a cada 500 metros. Seguindo na direção oeste da avenida encontrei o rio Tocantins e a bonita Ponte da Amizade e Integração que possui 8 km de extensão.

Conheci também a praia da Graciosa, prainha formada pelo rio Tocantins que é muito frequentada pelos palmenses. Apesar da cor escura da areia e da água, a urbanização ali é agradável e bem cuidada. Me lembrou a orla de Aracaju. 

Neste mesmo dia à noite fui conferir uma feira de comida e artesanato locais que estava rolando na Praça do Bosque. Foi bom para experimentar o empadão tocantinense e fechar com chave de ouro a viagem.

Praça dos Girassóis
Palácio Araguaia
Palácio Araguaia
Palácio Araguaia
Palácio Araguaia
Marco de fundação da capital
Memorial Coluna Prestes
Memorial Coluna Prestes
Monumento Súplica dos Pioneiros
Monumento 18 do Forte
Orla da praia da Graciosa
Praia da Graciosa
Marina da praia da Graciosa
Pôr do sol visto da marina